Assédio no Guiness
Livro pioneiro em tratar sobre assédio moral no trabalho, escrito por ex-prefeito da região, pode entrar no Livro dos Recordes


Carolina Rocha - Região

Pereira: experiência pessoal transformada em lei
Pereira: experiência pessoal transformada em lei

Um escritor da região pode entrar para o Livro Internacional dos Recordes, o Guiness Book, como autor da primeira lei do mundo a proteger os trabalhadores do assédio moral. O professor João Renato Alves Pereira, que reside em Iracemápolis e é professor aposentado do

Isca (Instituto Superior de Ciências Aplicadas) de Limeira, já tem dois registros no RankBrasil, o Livro dos Recordes Brasileiros, por ter criado a primeira lei brasileira contra o assédio moral e escrito o primeiro livro sobre o tema. Agora, aguarda resposta da produção do Guiness para carregar também o recorde mundial.

Em “Assédio Moral: Dando a Volta Por Cima”, Pereira relata a humilhação e a degradação no ambiente de trabalho onde prevalecem atitudes e condutas negativas de chefes em relação aos assediados que constituem experiências inesquecíveis capazes de acarretar prejuízos psicológicos, físicos, sociais e profissionais. O leitor aprenderá como reagir a esta prática que o autor considera uma violência ou um psico-terrorismo.

O livro trata do tema do ponto de vista de quem foi assediado no ambiente de trabalho. Segundo Pereira, seu livro é o único no mundo que relata experiências próprias. “Eu passei por isso e dei a volta por cima, mas já ouvi testemunhos de pessoas que ficaram até com câncer depois de passar por humilhações contínuas no trabalho”. Ele indica a leitura a todos aqueles que se importam com a dignidade humana e considera a obra como uma forma de não silenciar uma realidade mais comum do que se imagina.

De acordo com Pereira, depois que a lei foi implantada em Iracemápolis, projetos tramitaram em mais de 100 cidades do País, mas poucos foram aprovados. “Precisamos pressionar o poder jurídico federal para que o assédio moral seja coibido em todo o Brasil, porque não só os assediados são prejudicados, mas todas as empresas e órgãos onde acontece esta violência. O assediador tem que ser considerado um homicida, pois mata o assediado de várias formas, desde doenças físicas e psicológicas até financeiramente”, completou.

Pereira explicou que o assediado tem que se munir de provas documentais ou testemunhais e lembra que vários sindicatos já têm cartilhas para orientar os trabalhadores quanto ao assédio moral. “São casos comuns o isolamento do funcionário, ameaças de demissão, atribuição de tarefas impossíveis de serem cumpridas e discriminações humilhantes”, disse. “Mas é preciso bom senso: se o seu chefe chega sem lhe dizer bom dia, isto não é assédio moral”, advertiu.

LEI
Em 1996, como vereador em Iracemápolis, Pereira foi autor do primeiro projeto de lei do Brasil que dispunha sobre penalidades para quem cometesse o assédio moral em órgãos públicos da cidade. Em 2000, foi eleito prefeito e criou o decreto que instituiu o dia 2 de maio como o Dia de Reação ao Assédio Moral.

A edição do livro, que está em sua segunda edição e custa R$ 25, é do próprio autor. Os interessados em comprar o livro ou convidar o professor para proferir palestras em empresas podem ligar para o telefone (19) 3456-1143 . Mais informações também podem ser obtidas no site http://www.leiassediomoral.com.br.

http://www2.uol.com.br/tododia/caderz.htm

http://www2.uol.com.br/tododia/caderz.htm