Cultura de Paz nas Organizações                                                                                                         

 

 

 O programa Cultura de Paz foi estabelecido pela UNESCO em 1999 e através  do MANISFETO 2000,  a  DÉCADA  DA CULTURA DE PAZ-2001-2010, dedicada a motivar a Humanidade a promover construtivamente , em todos os níveis coletivos e em todos os quadrantes, a Cultura de Paz.

 A Paz não nasce como fruto de geração espontânea, precisando ser semeada, cultivada para que possa frutificar em todos os campos, áreas e culturas, necessitando sim de  posicionamentos individuais, e, iniciativas e ações coletivas, governamentais e ou não, empresarias, sindicais, dos dirigentes de quaisquer organizações, associações, entidades,  clubes  de serviços, ongs e outras instituições.Traz em si um sentido dinâmico, progressivo, implícito e incluso, cuja mensagem é de caráter individual mas ao mesmo tempo coletivo e universal.Requer uma conversão de princípio, de atitude, de procedimento, de conduta, de incorporação ao patrimônio cultural individual. Precisamos de fato desejar a Paz, perseguindo-a, cultivando-a e praticando-a pelo exemplo, dessa forma convencermos à adesão ao pacifismo consciente  e atuante. Requer enquanto cultura procedimentos coletivos e universais, começando pelo respeito, cumprimento e vivência das Cartas, Manifestos e Declarações da ONU e de seus organismos,  em todas as esferas de atividade humana, quer pública, privada, nos estabelecimentos de saúde, nas escolas, faculdades e universidades, nos presídios, nas empresas agrícolas, comerciais, industriais e de prestação de serviços, nos veículos de comunicação,  nas atividades de lazer e entretenimento e nos lares entre outros.

O Pacifismo consciente e atuante proposto para Humanidade não pode ser  omisso, passivo e não apenas de protesto, este válido em determinadas situações concretas, mas, o de procedimentos, de conduta e  de princípio. É de adesão praticante e criativa, de respeito à dignidade do ser humano, à vida, ao cidadão e entendendo os Direitos Culturais como Direitos Humanos. Não pressupõe apenas ausência de conflitos e guerras, mas sobretudo a cultura do diálogo,da conversação, da negociação, do entendimento, do respeito, da inclusão, da transparência e da ética.

È fruto de uma Educação integral, polivalente, que privilegie o pensar, o sentir e o agir, que busque a harmonia do homem consigo mesmo, com o meio social e com o ambiente natural. Nesse sentido pacifismo consciente e ambientalismo caminham juntos de mãos dadas, pois hipertrofiar em benefício do outro é desconstruir e colocar a sobrevivência da espécie humana em risco. Educação para a Cultura de Paz e Educação Ambiental são facetas da mesma moeda.Dessa forma as organizações em todos os espaços deve procurar erradicar todas as formas de violências, implícitas ou explícitas, quer: moral, física, cultural, social, étnica, de gênero, de preconceitos, econômica e histórica.

Pressupõe que criemos condições de inclusão social e cultural, que geremos  um ambiente universal e local de oportunidades , de partilha, de distribuição de   rendas e de saberes, bem como praticar políticas de pleno emprego, de condições sanitárias , de habitação e sem ser repetitivo, de educação, e de combate a miséria social e à fome como premissa fundamental  de desenvolvimento sustentável.

 Não se constroe a Paz sem a prática da democracia participativa, vivenciada com ética e transparência em todas a esferas e níveis de poder. É fundamental que em todos os municípios sejam constituídos Comitês de Cultura de Paz para que através da ação consciente, ocorram mudanças de hábitos, de procedimentos, e, sejam  de fato e de direito respeitados os princípios da diversidade e pluralismo cultural, as minorias e os indivíduos como ser humano ( dotado de potencialidades e  habilidades ), como  cidadão ( gozando de direitos individuais, nacionais e universais ), com ser cultural ( na formulação e difusão dos saberes e na livre expressão de seus sentimentos e crenças ).

Combater as violências, o tráfico das drogas, a corrupção, a exclusão social, é condição  sine qua non do desenvolvimento social  e inerentes ao processo democrático  que deve pazear  nas três esferas  e nos três níveis  do  Poder. A vigilância de toda a sociedade deve ser ativa principalmente pelo exercício de uma imprensa livre, investigativa e compromissada com a verdade.

 Combater a micro-violência no ambiente doméstico, nas escolas e nas relações de trabalho tem que contar com o a determinação e envolvimento dos pais, dos educadores, dos dirigentes, da comunidade e das autoridades. O psicoterrorismo nessas relações  tem levado a ocorrência  de violências contra os componentes desses grupos sociais e até a prática da auto-eliminação. O Assédio Moral tem provocado inúmeras doenças e muitas dependências químicas, gerando um ônus silencioso para a sociedade como um todo.

 

 

Professor Mestre de História João Renato Alves Pereira

Autor da Primeira Lei e do Primeiro Livro sobre Assédio Moral no Brasil

Palestrante, Escritor/Articulista e Consultor em desenvolvimento de política humanista em Organizações e Relações do Trabalho 

Site:www.leiassediomoral.com.br/

E – mail: jrenato@leiassediomoral.com.br