ASSEDIO MORAL COLETIVO

 

A cultura que permeia a sociedade como um todo e também as relações de trabalho evoluem e se transformam, não na mesma velocidade do progresso das ciências, das tecnologias; mas após dormitar por um certo período, dão  um salto acrobático, que deixa perplexo o observador menos atento.É o caso do aperfeiçoamento das relações humanas do trabalho, onde o assedio moral se insere como uma psicoviolência.

O prisma atual destaca o conceito de dignidade do homem como trabalhador/consumidor/cidadão, como um ser dotado de habilidades,potencialidades, valores e conhecimentos alicerçados,não no “homo faber” mas sim no homem sensível, no ser emocional, no ser espiritual que busca a qualidade de vida não como um meio de sobrevivência, mas como a razão de sua existência, tal qual preconizado na filosofia e na pratica econômica da Grécia Antiga.

Não se trata mais da visão de conflito, da busca de sua superação ou de uma dialética mecânica, mais sim da busca da libertação do homem, da valorização humana como um ser intelectual e como um ser emocional, dotado não apenas de partes (cabeça ,tronco, membros, ferramentas máquinas e procedimentos) , mas dotado de auto-estima, quando equilibrada, atinge o estágio de satisfação de bem estar, de auto -realização e por fim de felicidade.

O assédio moral ou psicoterrorismo no trabalho, permeou a sociedade humana durante séculos e séculos e foi tido como um procedimento  “normal”, sofre hoje a censura e a reprovação da sociedade organizada e do homem cidadão, um ser político, espiritual e do “homo sensibiles”. Aos poucos a legislação e jurisprudência vão regulamentando o controle social, que não suporta mais quaisquer formas de humilhação de qualquer ser vivo, principalmente do homem no trabalho. Aos poucos interessamo-nos não apenas na qualidade do processo produtivo, mas pela qualidade das relações humanas que acontecem nesse processo, desaguando na RSDT, ou seja, Relações Saudáveis e Dignas no Trabalho, como selo que garanta a pratica civilizada de respeito ao “homo totalis”.

A evolução do conceito do homem na história da civilização ganha mais um avanço, no sentido humanista, não o humanismo renascentista que colocava o homem nos centros das atenções , mas hoje sim no principio e no fim de todo o processo produtivo, que já percorreu a etapa da manufatura, maquinofatura, da mecatrônica e da bioteclonogia. Esse novo conceito avança na linha do produtor/consumidor/ cidadão/harmônico que busca o equilíbrio interior, o equilíbrio com o meio ambiente e com o mundo ao derredor. A visão humanista, já predominante na atual civilização faz com que as escrituras estejam a serviço do homem e não este a serviço do sistema e ele passa ser significativo e  como terrícola,proprietário do sistema Terra e para outros, herdeiro da Pátria Celeste. Em ambos os casos, por traz acontece uma revolução espiritual, que exterioriza esse novo posicionamento, não se admitindo e nenhuma circunstancia que a sua dignidade venha  a ser maculada.

Na linha dessa evolução  desponta o assedio moral coletivo, que não admite a conivência e convivência do assedio moral em quaisquer organizações, responsabilizando-a, por expor os seus membros á as irradiações nocivas e intoxicantes do psicoviolência  no trabalho, considerando esse aspecto prejudicial não apenas a saúde do trabalhador, comprometendo a sua qualidade de vida, um item sagrado do homem espiritual.
Caso essas organizações não tomem medidas cautelares, preventivas, elucidativas e de vigilância poderão ser acionadas como responsáveis pela exposição de todos os seus membros, que poderão ser configurados como vitimas, podendo pleitear reparações ...

O conceito de Assedio Moral evoluiu, desde que utilizado pela primeira vez dentro de um sentido mais estreito, caracterizado apenas como humilhação do trabalhador, hoje assume novas características como: exposição do trabalhador ao ridículo, supervisão excessiva, críticas cegas, empobrecimento de tarefas, sonegação de informações, repetidas perseguições. Deteriora, sensivelmente, o meio ambiente do trabalho, com diminuição de produtividade e incremento de acidentes, além no impacto na saúde física, psicológica e social.

Em breve esse conceito vai ser acionado pelos cidadãos que sofrem danos psicológicos e de segurança com as políticas publicas, nas várias esferas de governo, que constantemente mudam as Leis, ameaçam com o desemprego, com a volta da inflação, com o desabastecimento, deixando o cidadão comum  em estado de alerta, de pânico, utilizando a possibilidade do terrorismo, causando psicoterrorismo.

A dignidade como valor finalmente faz parte do contexto produtivo.Quem diria?Viva e Evolução!.

 
Professor Universitário de História Mestre João Renato Alves Pereira - Palestrante e Autor do Primeiro Livro e da Primeira Lei sobre Assédio Moral, ambas registradas no Rankbrasil. Site – www.leiassediomoral.com.br/ e-mail: jrenato@leiassediomoral.